Bandeira

Execução da Rainha Maria Antonieta

Maria Antonieta foi culpada por todos os males ocorridos na França, sendo, até mesmo, comparada com rainhas malvadas; ela era julgada pelos seguintes crimes: "esgotamento do tesouro nacional", "negociações e correspondências secretas" e "conspiração contra a segurança nacional e a política externa do Estado", ou seja, acreditavam que ela era uma traidora.

Ela foi acusada por testemunhas da promotoria de conspiração, assassinatos, revelação de segredos aos inimigos da França, e até mesmo incesto, mas ela continuava firme na sua defesa, foi inquirida novamente e gritou "Se não respondo, é porque a própria natureza se recusa a responder a tal acusação feita contra uma mãe! Faço um apelo a todas as mães presentes." e recebeu apoio de muitos cidadãos que estavam na audiência/julgamento, o mesmo foi interrompido por 10 minutos, até que Robespierre amaldiçoou Hebert por ter dado À ex-rainha seu "último triunfo público"

Ao final do julgamento, a rainha esperava ser condenada à deportação, mas na verdade ela havia sido condenada, por unanimidade, à pena de morte, quando ela soube, pediu pra escrever seu testamento ao voltar para cela, que enviaria para sua cunhada, Madame Isabel:

"É a vós, minha irmã, que escrevo pela última vez. Acabo de ser condenada, não a uma morte vergonhosa, pois esta é tão somente para os criminosos, mas a que me juntará ao vosso irmão. Inocente como ele, espero mostrar a mesma firmeza que ele em seus últimos momentos. Estou calma, como quando a consciência nada tem a condenar. Lamento profundamente deixar meus pobres filhos; sabeis que eu só vivia para eles e para vós, minha boa e terna irmã. Vós, que por amizade, sacrificastes tudo para estar conosco, em que posição vos deixo!

Eu soube, através dos advogados de defesa, que milha filha está separada de vós. Ai de mim! A pobre criança, não me atrevo a escrever-lhe, ela não receberá minha carta. Eu nem mesmo sei se esta chegará a vós. Recebais, pelas duas, minha bênção. Espero que um dia, quando forem mais velhos, eles possam reencontrar-vos e desfrutar plenamente de vossos ternos cuidados. Acredito que nunca deixei de inspirá-los, que os princípios e o estrito cumprimento de seus deveres são a base primária da vida, que sua amizade e confiança mútua os façam felizes.

Minha filha, por sua idade, deve sempre ajudar o irmão, inspirando-o com os conselhos de sua maior experiência e sua amizade; que meu filho, por sua vez, tenha pela irmã todos os cuidados, os obséquios que a amizade possa inspirar; finalmente, que ambos sintam que, em qualquer posição em que se encontrem, estarão felizes por sua união. Que eles nos tomem como exemplo. Quanto consolo nos dão nossos amigos em nossos infortúnios e, na felicidade, como é dobrada quando podemos compartilhá-la com um amigo; e onde encontrar mais ternura, mais bem querer que em sua própria família?

Que meu filho nunca esqueça as últimas palavras de seu pai, as quais eu repito expressamente: que ele nunca tente vingar nossas mortes! Tenho que vos falar sobre algo muito doloroso para meu coração. Sei como esta criança deve causar-vos problemas; perdoai-o, minha querida irmã, pensai em sua idade e em como é fácil dizer a uma criança o que desejais, e mesmo assim ele não entende. Um dia virá, eu espero, em que ele se sentirá melhor e valorizará vossa bondade e vossa afeição por ambos. Ainda tenho alguns pensamentos para vos confiar. Eu queria escrever desde o início do julgamento, mas não me deixavam, as coisas aconteceram tão rápido que, na verdade, eu não teria tido tempo.

Morro na religião Católica, Apostólica e Romana, a de meus pais, aquela em que fui criada e que sempre professei. Não tendo nenhum consolo espiritual a esperar, sem saber se aqui ainda existem sacerdotes dessa religião, e mesmo (se existissem ainda padres) o lugar (a prisão) onde eu estou os exporia a muito riscos, se eles me falassem, ainda que fosse só uma vez. Eu peço sinceramente perdão a Deus por todas as faltas que eu cometi desde que nasci. Espero que em Sua bondade, Ele possa receber meus últimos votos, assim como tem feito há tanto tempo, porque desejo que Ele receba minha alma em Sua grande misericórdia e bondade. Eu peço perdão a todos aqueles que conheço, e a Vós, minha irmã, em particular, de todos os sofrimentos que, sem querer, poder-vos-ia ter causado; eu perdoo todos os meus inimigos pelo mal que me têm feito. Despeço-me de meus tios e de todos meus irmãos e irmãs. Eu tive amigos. A ideia de sermos separados para sempre e suas penas são os maiores arrependimentos que carrego ao morrer; que eles saibam, ao menos, que pensei neles até o último momento.

Adeus, minha boa e terna irmã. Possa esta carta chegar até vós. Pensai sempre em mim. Eu abraço-vos de todo meu coração, assim como minhas pobres e queridas crianças. Meu Deus, quanto me corta o coração deixá-las para sempre! Adeus, adeus! Não vou mais me ocupar com meus deveres espirituais. Como não sou livre nas minhas ações, irão trazer-me, talvez, um padre, mas eu protestarei e não lhe direi uma palavra e irei tratá-lo como um completo estranho."

Na manhã seguinte, vestiu-se de branco, pois havia sido proibida de usar preto, cortaram seu cabelo, ela foi levada para fora da prisão, e levada até o Place de la Revolution no carro dos condenados à morte.

Ao chegar lá, subiu rápido os degraus do cadafalso, por volta do meio dia sua cabeça foi cortada, o carrasco levantou a cabeça da rainha para o povo e gritou "viva a republica"

A morte da Rainha Maria Antonieta, em 1793, deu início à fase de terro na França.








Execução dos girondinos



Quem eram os girondinos 

Os Girondinos eram burgueses que faziam parte um grupo político, chamado: Gironda, que era liderado por Jacques Pierre, eles compunham o 3° estado, junto com os Jacobinos e os Cordeliers.

Eles acreditavam numa monarquia constitucional, todavia, não concordavam com o radicalismo defendido pelos Jacobinos.

Mesmo não sendo radicais (os girondinos), algumas vezes reagiam com violência às
providencias radicais que eram tomadas pelos jacobinos, na Convenção Nacional, eles perseguiram e mataram jacobinos.

Eles defendiam um sistema republicano moderado, os girondinos eram a favor de excluir os mais pobres das votações. Em 1795, implantaram o sistema de voto censitário (baseado em rendas de cada individuo)

Girondinos na fase do Terror

Com a instituição do regime do Terror, promovida pelos jacobinos, os líderes girondinos foram executados por volta de 1793. Logo depois retomaram o controle da revolução em 1794, com a prisão e execução do líder jacobino Robespierre.

Assassinado Jean Paul Marat

Jean Paul Marat foi encontrado morto na banheira de sua casa com uma faca cravada em seu coração, a responsável por este crime é Marie-Anne Charlotte Corday d'Armont.

Ela foi a casa do jornalista com uma lista de nomes dos que discordavam da revolução, o jornalista sofria de uma doença de pele cujos ardores aliviavam somente com banhos prolongados, por este motivo quando Charlotte Corday foi a sua casa ele se encontrava em uma banheira, onde ela cravou uma faca em seu coração.

Antes de morrer Marat implorou "Aidez, ma chère amie!" ( Ajude-me, cara amiga!).

No bolso de Charlotte estava sua certidão de nascimento pois ela presumia que seria linchada pela multidão. Em seu julgamento ela admitiu que realizou o assassinato sozinha.

Charlotte Corday será guilhotinada no dia 17 de julho.


O período de Terror

 Após a substituição da Assembléia Constituinte pela Convenção Nacional, havia 3 forças políticas que eram de destaque:

  • Girondinos: Alta burguesia.
  • Jacobinos: Pequena e média burguesia e o proletariado de Paris. Eram radicais e defendiam os interesses do povo, liderados por Robespierre e Saint-Just, pregavam a morte e condenação do Rei.
  • Grupo da Planície: Apoiavam quem estava no poder.
 Mesmo com o apoio dos Girondinos o Rei Luís XVI foi executado, a morte do Rei trouxe uma série de problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras. 
 Foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário ( responsável por muitas mortes de pessoas que eram consideradas contra a revolução  )
 Esse período foi conhecido como " Terror " ou " Grande Terror ", pois os não-jacobinos tinham medo de perder suas cabeças. 
 E começou uma ditadura Jacobina liderada por Robespierre. Durante o seu governo, ele procurava equilibrar-se entre tendências políticas, mais identificadas com a alta burguesia e mais próximas das camadas populares. 
 Robespierre conseguiu conquistas significativas, principalmente no setor militar, o exército conseguiu repelir o ataque das forças estrangeiras. Ele vigorou a nova Constituição da República que assegurava ao povo: 

  • Direito ao voto
  • Direito a rebelião
  • Direito ao trabalho e a subsistência 
  • Uma declaração de que o objetivo do Governo era o bem comum e a felicidade de todos.
 Quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira diminuíram, os Girondinos e o grupo da Planície se uniram contra Robespierre que sem o apoio popular foi preso e guilhotinado em 1794.
 Após a sua morte, a Convenção Nacional foi controlada por políticos que representava os interesses da alta burguesia. Com essa nova orientação política, essa convenção decidiu elaborar uma nova constituição para a França.

Danton nomeado Ministro da Justiça

Hoje temos uma noticia muito importante para darmos a vocês, Georges Jacques Danton, que até semana passada era um simples advogado, nessa semana foi nomeado Ministro da Justiça.

Danton, como muitos conhecem, é um advogado que se formou na faculdade de Reims, exercendo sua profissão em Paris. Apenas três anos depois de se formar, exerceu o cargo de advogado no Conselho do Rei, mas após o fuzilamento de manifestantes republicanos no Campo de Marte, refugiou-se durante algum tempo na Inglaterra e, no seu retorno, substituiu o Procurador da Comuna de Paris. E agora, com a ajuda do tribunal, foi nomeado Ministro da Justiça.

Retrato de Danton

EXTRA! EXTRA!

Está marcado para a tarde de hoje, dia 21 de janeiro, a execução do nosso antigo rei, Luís XVI. Depois de ser preso dia 13 de agosto, pouco mais de um mês antes de abolirem a monarquia no país e ter seus títulos e honrarias despojadas, finalmente chegou o dia do Cidadão Luís Capeto perder a cabeça.

"Se aceitarmos a proposição de que uma pessoa pode ser sacrificada para a felicidade de muitos, em breve será demonstrada que dois ou três ou mais também podem ser sacrificados para a felicidade de muitos. Pouco a pouco, vamos encontrar razões para sacrificar a muitos para a felicidade de muitos, e vamos pensar que foi um bom negócio." - Michelet nos disse em uma entrevista inédita. Para ele, a morte de um pode ter como desculpa a felicidade de um todo.

Como alguns lembram, em novembro foi achado um cofre do antigo rei com documentos e correspondências comprometedoras que ajudaram a desacreditar o tal rei.

Mas foi só no dia 15 de janeiro que a Convenção votou no destino de Luís. Com 693 deputados votando como culpado, 23 abstenções e nenhum voto de absolvição, foi decidido na morte por guilhotina de Luís XVI.

A Convenção convida o povo francês para assistir a execução do antigo rei hoje, na praça pública, as 5 horas.

A Nova Constituição

O povo Francês conquistou uma série de vitórias como a tomada da Bastilha e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, e após isso reduziram o poder do Clero confiscando as terras da Igreja e pondo o Clero sob a autoridade do Estado. Essa medida foi feita através do documento "Constituição Civil do Clero", porém o Papa não aceitou esta medida. 

O terceiro estado já havia dominado politicamente a França e havia tomado a Bastilha, e isso lhes dava o tipo de vantagem que ninguém poderia contrariá-los, então havia apenas 2 alternativas aos fiéis sacerdotes do Rei, sair da França ou ficar e lutar contra a Revolução, muitos aceitaram essa lei para permanecer na França, os insatisfeitos que saíram da França formaram um "Exército Anti-Revolução". Um ano depois foi concluída a constituição feita pelos membros da Assembleia contra o Clero.
Os principais tópicos dessa constituição eram:







  • Igualdade jurídica entre os indivíduos
  • Fim dos privilégios do clero e nobreza
  • Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado)
  • Proibição de greves
  • Liberdade de crença
  • Separação do estado da Igreja
  • Nacionalização dos bens do clero
  • Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário)
  •  
    O Rei aceitou formalmente essas condições, mas ainda sim conspirava contra a Revolução, então ele contou com a ajuda de partidários absolutistas da Franca e principalmente com a ajuda de nobres exilados nos reinos vizinhos ( como a Áustria e a Prússia ) para formar um exército contra a Revolução, o objetivo era invadir a França e restaurar a Monarquia Absoluta. A família Real se reuniu com o exército Áustrio-Prussiano e fugiu da França, porém por um erro estúpido foi reconhecido, capturado e preso, e mantido sob vigilância.Algum tempo depois o exército Austro-Prussiano invadiu a França mas foi derrotado pelas tropas francesas na Batalha de Valmy, com essa importante vitória deu nova força aos Revolucionários franceses e tal fato levou os líderes burgueses a proclamar a República ( 22 de setembro de 1792 ). Com a proclamação, a Assembléia Constituinte se tornou a Convenção Nacional que tinha como missão principal elaborar uma nova constituição para a França.

    Massacres de Setembro

    Neste mês houve uma série de execuções por parte do novo governo. Eles começaram pelo comboio de padres refratários prisioneiros, continuaram com a degola de vinte e três padres refratários que se encontravam na Prisão da Abadia por Federados marselheses e bretões. Logo depois se dirigiram para a prisão do convento Carmelita, onde estavam presos cento e cinquenta padres não-juramentados, foram mortos com golpes de lança, machado e bastões. Depois voltaram a Abadia lotada de prisioneiros e instalaram um tribunal onde foram julgadas e executadas mais de trezentas pessoas. O massacre durou toda a noite. Neste mesmo dia quatro padres foram massacrados dentro de duas igrejas.

    Veio a público uma circular do jornalista Jean-Paul Marat que justifica os abusos, fomenta a cólera e provoca inúmeros julgamentos sumários. Veja a circular abaixo:
    "A Comuna de Paris apressa-se a informar a seus irmãos de todos os departamentos que uma parte dos ferozes conspiradores detidos nas prisões foi levada à morte pelo Povo; atos de justiça que lhe pareceram indispensáveis, para reter pelo terror as legiões de traidores escondidos dentro de seus muros, no momento em que iam marchar contra o inimigo; e a nação inteira, após a longa sequência de traidores que a conduziram até a beira do abismo, se apressará a adotar este meio tão necessário de salvação pública, e todos os Franceses gritarão como os Parisienses: Nós marchamos contra o inimigo; mas nós não deixaremos atrás de nós estes bandidos, para degolar nossos filhos e mulheres."

    Jean-Paul Marat

    Marcha sobre Versalhes

    Mais uma tomada pelas mãos do Terceiro Estado.

    Depois do pão ficar escasso e, por causa disso, subir muito o preço, os cidadãos decidiram fazer protestos. Com a Queda da Bastilha tendo acontecido há pouco tempo, o povo criou certa fantasia em cima da revolta armada, fazendo com que fossem para o Hôtel de Ville e pedissem pão e armas.

    Abastecidos militarmente, sitiaram Versalhes e, depois de um conflito terrível, impuseram suas exigências ao Rei.

    Sítio a Versalhes

    Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

    Neste ano o povo francês levou a cabo a abolição da monarquia e o estabelecimento da primeira República Francesa. Somente seis semanas depois de terem tomado à Bastilha, e apenas três semanas depois da abolição do feudalismo, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi adotada pela Assembleia Constituinte Nacional como o primeiro passo para o escrito de uma constituição para a República Francesa.

    A Declaração diz que todos os cidadãos devem ter diretos de liberdade, propriedade, segurança, e resistência à opressão garantidos. Isto argumenta que a necessidade da lei provém do fato que o exercício dos direitos naturais de cada homem tem só aquelas fronteiras que asseguram a outros membros da sociedade o desfrutar destes mesmos direitos. Portanto, a Declaração vê a lei como uma expressão da vontade geral, que tem a intenção de promover esta igualdade de direitos e proibir somente as ações que prejudiquem ou que venham futuramente prejudicar a sociedade.

    Declaração do Direitos do Homem e do Cidadão

    Princípios & Iluminismo

    Desde o início das civilizações, o ser humano busca princípios básicos, como liberdade e igualdade. Essa busca foi um dos motivos para essa revolução, junto da insatisfação com a realeza e a burguesia.

    Muitos desses princípios vieram das ideias iluministas de grandes pensadores e filósofos da nossa época. Dentre os iluministas que inspiraram tais princípios, estão John Locke e Baruch Spinoza.

    Se olharmos bem, até hoje o ser humano busca um Estado em que possam viver livres, com leis justas, e o mínimo de conforto. Concordaremos, essa utopia atualmente só existe em sonho.

    "Não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la, que a julgamos boa."
    Baruch Spinoza

    Queda da Bastilha

    Depois de muita discussão, a revolução aumenta de nível.

    Os revolucionários tomaram a Bastilha, uma fortaleza construída no reinado de Carlos V, no final do século XIV, e transformada em prisão política para aqueles que eram contra o poder absolutista no século XV. Por causa desta transformação, a Bastilha se tornou um símbolo do Absolutismo, com vários estudiosos e políticos presos em seus cárceres.

    Embora a Bastilha seja uma prisão, no momento do ataque só haviam sete presos. O real motivo da tomada foi para resgatar armas e também para simbolizar a ocupação de um dos maiores expoentes do Absolutismo.

    Batalha pela Bastilha

    Os Estados Gerais

    O Terceiro Estado está sendo o mais afetado pela crise, não há dúvida disso, e uma boa parte dele está sendo influenciado pelo pensamento iluminista e por panfletos que propagam ideias de igualdade e liberdade. Com tudo isso ocorrendo, os burgueses, os trabalhadores urbanos e os camponeses exigem uma resposta do Rei e da Corte sobre a crise que os afeta bem como começam a reivindicar maior representação na política.

    Panfleto Francês, normalmente retratam a realeza como animais
    A Assembleia dos Estados Gerais, que foi uma reunião sobre os assuntos relacionados a política da França realizada em 1788, acirrou os interesses do primeiro e segundo estados contra os do terceiro, então o Rei convocou uma nova assembleia objetivo de decidir, por meio dos votos, o rumo do país. O problema é que os votos são representados por estados, fazendo com que cada estado tenha um só voto independentemente de sua população geral, então os resultados sempre serão 2 contra 1, pois os interesses do primeiro e segundo estados são os mesmos, o que alimentou ainda mais a revolta do terceiro estado.

    Após a última derrota política, a burguesia convocou uma nova Assembleia Nacional, para formar uma nova constituição política, porém não obteve resposta do Rei e do primeiro e segundo estados. Cansados disso, o terceiro estado convocou novamente uma Assembleia Nacional mesmo sem a resposta dos outros estados ou do Rei. Enquanto isso a indignação da população e as revoltas estão crescendo, tanto em Paris quanto nos campos, a Revolução se iniciou.

    Organização Francesa

    No nosso último artigo, falamos dos três estados em que a França se divide, sem explicar exatamente o que é cada um. Pensamos que, como o objetivo desse periódico é fazer com que o povo entenda o que se passa, precisamos explicar o que são esses estados.

    A divisão em estados se dá por uma série de fatores sociais e econômicos. Veja a divisão e a explicação de cada um deles a seguir:

    • Primeiro Estado: É composto pelo clero em geral, que representa a Igreja. Tem cerca de 120 mil pessoas e detém cerca de 20% das terras em território Francês.
    • Segundo Estado: Composto pela nobreza, pela família real, pelos cortesãos, que são os aristocratas que vivem na corte, pela nobreza provincial e pelos burgueses que, com o enriquecimento que vêm tendo, compram os títulos de nobreza e ficam conhecidos como nobreza de toga. Esse estado corresponde a mais ou menos 360 mil pessoas.
    • Terceiro Estado: Formado pela imensa maioria dos cidadãos, desde camponeses, passando por burgueses que não compram títulos, trabalhadores, artesãos, até chegar na extrema pobreza dos famintos que não têm nem lugar pra morar. O terceiro estado representa 80% da população. 

    Agora você já consegue entender melhor o nosso último artigo.

    Continuaremos escrevendo sobre a História a medida que ela for se desenrolando aos nossos olhos.

    Primeiras Motivações

    O terceiro estado, constituído pelos burgueses, trabalhadores urbanos e camponeses, sendo explorados pelo primeiro e segundo estado através de impostos para bancar os custos de sucessivas guerras, altos encargos públicos e os supérfluos gastos da corte do rei Luis XVI, faz com que tenha rumores de uma possível revolução.

    A França tem 80% de economia agrícola, mas uma grande escassez de alimentos ocorreu devido a uma onda de frio na região, o que fez com que a população fosse obrigada a se mudar para as cidades e trabalhar em fábricas, onde são constantemente explorados e a cada ano se tornam mais miseráveis.

    Com a escassez de alimentos e a situação de miséria do povo, eles estão começando repetidas revoltas populares, através de jornais e panfletos clandestinos divulgando as ideologias do iluminismo, está fazendo com que o povo pense cada vez mais em uma revolta maior contra o rei Luis XVI.

    Introdução ao problema

    Com a atual crise na França, os ânimos começam a se agitar.

    O povo está começando a criticar a presente situação em solo Francês e, cada vez mais, as pessoas olham para a Realeza como fonte de seus problemas.

    Depois de elucidar as opiniões pessoais , acreditamos ser muito pouco provável que tenhamos que explicar a importância do nosso periódico, mas, para deixar mais claro, nós estamos presenciando uma Iminente Revolução!

    Então, leitor, venha fazer parte da História!